terça-feira, 25 de maio de 2010

MIR prestigia a reinauguração do auditório Canaã


O Ministério Internacional da Restauração (MIR) participou, ontem (17/05), da reinauguração do Centro de Convenções Canaã. A solenidade fez parte da programação que antecede a 60ª Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Amazonas, que correrá entre os dias 22 e 29 de Maio na capital amazonense.

O casal de Pastores Osvaldo e Marília Nascimento representou o MIR, levando uma homenagem dos Apóstolos Terra Nova aos líderes da Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam), Pastores Jonatas e Ana Lúcia Câmara. Proferindo as palavras do casal Terra Nova, os Pastores restaurenses presentearam o casal Câmara com uma caneta Mont Blanc e uma jóia.

“Essa caneta representa uma nova escrita, um novo tempo na sua vida”, disse o Pastor Osvaldo. “Essa jóia é você”, destacou Pastora Marília à Pastora Ana Lúcia, referenciando o presente da Apóstola Ana Marita.
O evento recebeu Pastores da cidade e do interior do Amazonas que prestigiaram a cerimônia no novo auditório que reunirá seminários, oficinas e exposições durante a convenção.

Com o tema “Avivamento para Transformar o Planeta”, a edição de 2010 espera atrair aproximadamente 1 milhão de pessoas que receberão ministrações de renomados preletores nacionais e internacionais. E para engrossar as fileiras dos que serão abençoados nesses dias, o Apóstolo Renê Terra Nova convida os discípulos do MIR a uma expressiva participação.

Diversos cantores gospel também farão parte da celebração que ocorrerá em dois locais: Centro de Convenções Canaã, das 8h às 17h, situado na Av. Rodrigo Otávio, 1665 - Jappim, e no Centro de Convenções (Sambódromo), a partir das 19h.

A receita dos milionários


A matéria de capa de Veja desta semana destacou o avanço de diversos setores da economia brasileira. O país vive uma revolução após o breve soluço da crise internacional. E o resultado é que milhões de brasileiros saem da pobreza, tornando-se milionários.

De acordo com informações de Veja, o Brasil voltou a avançar com força renovada. O país iniciou 2010 em ritmo chinês. Diversos setores da economia crescem numa velocidade superior a 10% ao ano. A produção das indústrias, por exemplo, teve uma alta de 20% no primeiro trimestre. Nesse mesmo período, o comércio registrou uma expansão de 13% no volume de vendas. Porém, mesmo consumindo mais, os brasileiros encontraram folga para poupar. Sinal disso é que o valor total de recursos captados pelos planos de previdência privada ganhou 28% nos três primeiros meses do ano.

O desemprego recua aos menores níveis históricos, e a renda dos trabalhadores passa por uma recuperação paulatina mas constante. Se fosse possível medir a temperatura atual da economia, esse termômetro exibiria em seu visor o número de 12%. Foi nesse ritmo que o PIB (produto interno bruto, o total de mercadorias e serviços produzidos) avançou nos três primeiros meses do ano, de acordo com estimativas dos economistas do Itaú Unibanco. No ano como um todo, o crescimento do PIB deverá ficar ao redor de 7%, o que seria a maior taxa desde 1986, quando houve o Plano Cruzado.

Esses números extraordinários representam uma primeira maneira de retratar o momento promissor, algo não visto em mais de uma geração. Outro indicativo da saúde do Brasil pode ser visto no interesse inédito despertado pelo país lá fora. Um modo mais palpável de sentir esse mesmo fenômeno é observar diretamente como os empreendedores brasileiros têm tirado proveito dessa fase de prosperidade.

Graças à estabilidade e ao retorno do crescimento, colocar um projeto de pé, batalhar para fazê-lo deslanchar e transformá-lo em um negócio rentável voltou a ser um sonho realizável. Estima-se que, no último ano, aproximadamente 50.000 brasileiros tenham ingressado no clube dos milionários.

Segundo critérios utilizados por instituições financeiras para identificar possíveis clientes de alta renda, milionárias, são aquelas pessoas que possuem um patrimônio equivalente a 1 milhão de dólares, ou 1,8 milhão de reais, com recursos livres para investir (não se incluiu, portanto, o valor da residência própria).

A cada dez minutos, em média, brota um novo milionário no país. "Hoje, o Brasil é o destaque do mundo. Tenho muitos clientes comprando seus concorrentes ou vendendo suas empresas para os estrangeiros. Isso só fortalece e consolida a estrutura empresarial do país", afirma Celso Scaramuzza, diretor da divisão de wealth management (ou gestão de fortunas) do Itaú Unibanco.

No passado, a riqueza de uns só podia ser construída a expensas de outros. Não é, em absoluto, o que se vê hoje no país. Diz o economista Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas: "O brasileiro está com mais dinheiro no bolso por causa de seu próprio esforço, beneficiado pela melhora no mercado de trabalho e no aumento do salário real. Esse avanço não se deve simplesmente a fatores como programas sociais, que não trazem um bem-estar efetivo e duradouro".

Um estudo recente do economista, afirma que enquanto o consumo aumentou 14,9% nos últimos cinco anos, a renda dos brasileiros aumentou praticamente o dobro: 28,6%. Isso dá a medida da sustentabilidade da atual fase de crescimento. A fatia da classe AB será a que mais engordará até 2014. Já a classe E, em que estavam três em cada dez brasileiros em 2003, recuará para 8% da população. Essa transformação se deve à criação de empregos e à formalização de trabalhadores que antes viviam de bicos.

Apenas em 2010 deverão ser criados 2 milhões de empregos com carteira assinada. Serão 2 milhões de consumidores em potencial a mais. "Se o empresário está contratando num país como o Brasil, com cargas tributárias altíssimas, é porque ele está otimista com o futuro da economia", afirma Rodrigo Teles, diretor do Instituto Endeavour, que apóia o empreendedorismo no país.

A boa e nova revelação é que hoje, no Brasil, o talento e a persistência têm grande chance de ser sobejamente recompensados. Vale a pena ousar e ir atrás de um sonho antigo, mesmo que existam dificuldades no início. "Nunca desista. Esteja disposto a mudar de tática, mas não desista de seu propósito essencial", afirma Jim Collins, um dos mais admirados consultores da atualidade, nos parágrafos finais de Como as Gigantes Caem (editora Campus), que acaba de ser lançado no Brasil.

No livro, em que o autor americano analisa os motivos que levam empresas vitoriosas a entrar em declínio, Collins oferece lições primorosas de como manter um negócio em ascensão. A persistência em se manter fiel aos seus princípios e aos seus ideais originais, afirma ele, é essencial, assim como a dedicação e a humildade de rever estratégias quando a queda começa a se revelar. "O fracasso é menos um estado físico e mais um estado de espírito", afirma Collins. "O sucesso é cair e voltar a se levantar, vez após vez." Até conquistar o suado primeiro milhão.

Veja ainda ressaltou a receita para se tornar milionário com base nas experiências verídicas das pessoas que se dedicaram e hoje são os milionários em destaques no país. As 11 lições destacadas são: Crie um produto exclusivo; Inspire-se nos líderes, Entregue mais do que eles pedem; Seja original; Antecipe-se às tendências; Seja radical; O Regional é Global; Descubra um nicho; A classe C quer um tratamento A; Produza em vez de revender; Um dia a maré sobe, prepare-se.

Fonte: Veja Online

Festa da Colheita, Festa de Pentecostes


“...até que do alto sejais revestidos de poder” (Atos 1:8)

A Festa da Colheita é a festa das primícias, da sega, uma festa que fala da prosperidade, da colheita daquilo que foi semeado. A palavra em hebraico para esta festa é Shavuot, que significa sete semanas. Ao final da colheita do cereal, eram feitas entregas das chamadas primícias, ou a entrega dos primeiros frutos (Êxodo 23:16).

A Festa passou também a ser chamada de Festa de Pentecostes, porque é realizada 50 dias depois da Páscoa. E, foi exatamente depois da Páscoa, quando o Senhor Jesus morreu e ressuscitou, que ele ficou com seus discípulos por sete semanas (Atos 1:3). Jesus ministrou aos seus discípulos e lhes deu a promessa de que eles não ficariam sozinhos nem órfãos.

Ao ascender aos céus, Jesus ordenou que os discípulos ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8).

Exatamente na Festa da Colheita, quando os discípulos estavam reunidos no Cenáculo, veio sobre eles um vento impetuoso e línguas como labaredas de fogo e eles receberam o Espírito Santo “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:1-4).

Então, na visão neo-testamentária, Pentecoste é a descida do Espírito Santo.
Foi a inauguração do ministério do Espírito, o qual veio para dar consciência missiológica à Igreja. Naquele dia, mais de 3.000 pessoas se converteram e levaram o Evangelho para suas cidades de origem.

Jesus é o trigo que caiu na terra, morreu e não ficou só, mas gerou uma grande colheita. “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12:24). Naquele dia de Pentecostes, os primeiros frutos do penoso trabalho de Jesus foram entregues ao Pai.

A Festa da Colheita, a Festa de Pentecostes é o enchimento do Espírito para cumprimento de um propósito: converter o pecador aos pés do Senhor Jesus Cristo. Pentecoste fala de poder, de uma autoridade que não é humana, mas divina, que reveste o homem com o poder do alto e o leva a gerar uma grande colheita, apresentando com alegria seus frutos ao Senhor.

Que nestes dias, o Senhor o abençoe e que venha sobre sua vida e ministério o poder do Espírito Santo e você possa experimentar uma grande colheita de vidas para o Reino de Deus.

É tempo de celebrar, pois os céus estão abertos para o novo de Deus ser derramado em nós.

Feliz Pentecoste!

Feliz Festa da Colheita!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O nosso ou o chamado de Deus?


Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou. João 1:18.

Conhecemos a Deus por intermédio do Seu Filho.
Interessante nessa passagem que Jesus veio não para testificar d´Ele mesmo, mas para testificar do Pai.
Qual na verdade é a nossa missão? Algo que temos que fazer por nós mesmos, ou temos que fazer pelo Aquele que nos chamou?
Temos o exemplo do Filho.
Fazemos muitas vezes por aquilo que fomos designados, mas não por Ele, por nós mesmos. Pela recompensa que iremos ter, pelo galardão que iremos receber. Fazemos por esperar algo em troca. Isso é uma mente de escravo, não de libertador.
Jesus foi diferente, não que Ele não quisesse algo em troca, por que na verdade Ele queria, mas até aquilo que Ele queria, na verdade era a vontade do Pai. A nossa vontade tem que ter a essência da vontade de Deus, pois quando temos essa essência, pensamos até que é a nossa vontade, mão não, é a vontade do Pai entrelaçada em nós. Quão tremendo é isso.
• Pensamos em comprar uma casa já observando se é grande o suficiente para a célula.
• Queremos ficar ricos para ajudar o necessitado.

Em tudo isso vamos a Missão d´Ele, não a nossa, se cumprindo.

Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas
coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33

Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:14

Será que estamos fazendo a nossa vontade ou a vontade de Deus, a nossa Missão ou a d´Ele?
Em Romanos 11:29 diz que a nossa Vocação é algo que não pode ser desfeita “porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. Cada um tem o seu chamado isso não se discute (Cada um fique na vocação em que foi chamado. 1ª Co 7:20), e ele jamais deve ser negociado pela “nossa” missão, temos que fazer a Missão de Jesus, que é fazer Deus conhecido.

Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. 2ª Pedro 1:10

Jesus conseguiu fazer da Sua Missão, a Missão do Pai, pelo menos dessa vez, vamos imitá-lo.


Marlon Barroso

sábado, 24 de abril de 2010

Colocando muita coragem em nosso coração!



Você já observou o elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais.

Mas, antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.

Sem dúvida a estaca é só um pedaço de madeira. E ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir.

Que mistério! Por que não fugia? Perguntei então a um professor, sobre o mistério do elefante. Ele explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado.

Fiz então a pergunta óbvia: - Se está amestrado, por que o prendem?
Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, por sorte minha alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: - O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido logo preso. Naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não conseguir sair. A estaca era certamente muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino.

Então, aquele elefante enorme não escapa porque acredita que não pode.

Jamais, jamais voltou a colocar à prova sua força. Isso acontece conosco! Vivemos acreditando que "não podemos" várias coisas. Simplesmente porque, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos", que isso ficou gravado na memória. De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "Não posso e nunca poderei!".

A única maneira de tentar de novo é colocando muita coragem em nosso coração!

Autor Desconhecido

SAIBA PORQUE VC É DOCE



Certo dia, a professora querendo saber se todos tinham estudado a lição dominical, perguntou as crianças quem saberia explicar quem é Deus?
Uma das crianças levantou o braço e disse:
- Deus é o nosso pai, Ele fez a terra, o mar e tudo que está nela; fez-nos como filhos dele.
A professora, querendo buscar mais respostas, foi mais longe: - Como vocês sabem que Deus existe, se nunca o viram?
A sala ficou toda em silêncio...
Pedro, um menino muito tímido, levantou as mãozinhas e disse:
- A minha mãe me disse que Deus é como o açúcar no meu leite que ela faz todas as manhãs, eu não vejo o açúcar que está dentro da caneca no meio do leite, mas se ela tira, fica sem sabor. Deus existe, e está sempre no meio de nós, só que não o vemos, mas se ele sair de perto, nossa vida fica sem sabor.
A professora sorriu, e disse: - Muito bem Pedro, eu ensinei muitas coisas a vocês, mas você me ensinou algo mais profundo que tudo o que eu já sabia. Eu agora sei que Deus é o nosso açúcar e que está todos os dias adoçando a nossa vida!
Deu-lhe um beijo e saiu surpresa com a resposta daquela criança."
A sabedoria não está no conhecimento, mas na vivência de DEUS em nossas vidas, pois teorias existem muitas, mas doçura como a de DEUS não existe e nunca existirá, nem mesmo nos melhores açúcares.

Autor Desconhecido

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo Sobre o BBB 10



"Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos "heróis", como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que

quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um "zoológico humano divertido". Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os "animais" do "zoológico": o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a "não sou piranha mas não sou santa", o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que

recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados...


Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.


Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.


Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).


Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.


O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o

incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao

final do programa, o "escolhido" receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a

Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo..., visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade."

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo.